E todas as estrelas caidas,
e todos os anjos do céu
pararam,
sob a lua cheia,
pois nunca haviam ouvido,
canto mais triste
e nunca haviam sentido
solidão tamanha,
envolta no manto negro da noite.
Ívia Caribé
Quinta-feira, Novembro 04, 2004
Dizeres profanos
Intitulada seja a língua,
No tremer dos ossos,
Pela crueldade da ira,
E no ato da traição,
Julga o pecador
Sem erro,
O acerta com violência
Fazendo espreitar o ermo,
Revelando a mentirosa amizade,
Fingindo um trago de verdade,
Na guilhotina , o pescoço ,
O deglutir desgostoso da índole ,
Mundana a alma,
Com seus desejos pecaminosos,
Arrependida falácia do anseio,
Quebrado o sigilo ,
Do cicio ao escutar
A cobiça,
Que se fez num momento,
Qual não perdurou
Mas que um bater
De lindas asas,
A libertar a carne pecaminosa
Da cólera,
Acometida ao homem
Não a incutida.
Poesia de: *.::Genival Junior®
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Quinta-feira, Outubro 21, 2004
-Lar Antigo-
Uma fotografia, e nela um sorriso,
Com os olhos gritando Alô, Alô,
Na fissura eterna de Amar,
Sem ser Amada, com Receio
de arriscar, porque a lua
foi-se mais cedo, e o
dia trouxe átona,
a ferocidade cruel
da hesitação ,
em Amar
no colo da noite
ou no berço da MANHÃ .
Poesia de: *.::Genival Junior®
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Quarta-feira, Outubro 20, 2004
Potoca
Alisar o corpo
sem tocar a alma,
não pertubando o sono
qual se encontra o Amor,
que vistiu o corpo
com o gosto na boca
da rosa que desabrochou,
sem desejo de encontras a felicidade,
feito gasolina a queimar o peito
sem deixar feridas na vida ,
apenas o ardor da margarida
na doce serra.
Poesia de: *.::Genival Junior®
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Sábado, Outubro 02, 2004
Lacunas Vazias
O vazio frívolo
sem o tato
sem contato
no vão o erro
em acreditar
no leviano
olhar do desejo
propósito intento
de mirar ao
invisível insensível
a crença de amar
o milindre impulso
carrancudo e disforme
o extraodinário
sentimento de fé
no toque a lastima
de reconhecer o estrenho
desgosto de experimentar
a mágoa de sofre
as impressões da consciência
distorcidas e ressentidas
ao reconhecer apenas
o vestígio da vocação
em perceber o arranjo que
é crer apenas com olhos.
Poesia de: *.::Genival Junior®
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Segunda-feira, Setembro 27, 2004
Arco-iris
O amor iluminou o ser
o colorio de varias maneiras
o fez ficar belo de varias formas
destraiu a sombra
com movimentos de pincel
picelando o arco-iris da duvida
sem saber ao certo quais eram
suas cores
dispindo a raiva com o branco
ludibriando o olhar com verniz
refutando a mentira com preto
repleto de gestos secos
fazendo do corpo um castelo oco
ecoando o grito da liberdade
estridente o gemido da lingua
nua como uma faca
refletindo a beleza da cor
mas cega ao corta os dedos
molhados de lagrima
pintando a dor com corretivo
dissimulando a duvida abstra
anseiando o que lhe falta
nos olhos e no coração.
Poesia de: *.::Genival Junior®
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Quarta-feira, Setembro 01, 2004
Impudência
As flores iram florir com
teus sorrisos, deixando teus lábios lindos,
e os espinhos não existiram no seu rosto,
a pureza se fara essência
no colo do teu utero,
reinado a beleza que não tem fim
em ver o que existe por traz da dor,
piscando a luz da idéia
em fugir e nunca mais emergir,
num um único folego,
o suspiro do riso
foi violentado
com a beleza
do Sorriso.
Poesia de: *.::Genival Junior®
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Sexta-feira, Agosto 20, 2004
Acometer
A face da alma esta onde não se procura
onde não se vê, onde não se entende,
procurar o que? se não existe,
desta vez,
é apenas mais uma,
da qual se vai, e não se sabe a onde ir,
parar talvez, nem parar, apenas sangrar,
expulsar o que é sólido, coeso, consistente ,
e nos olhos ver-se todos os defeitos,
ou apenas tem a reluzir os ímpios de forma tão sagaz , e fútil ,
equivocada , fadada , nesta prisão de sentimentos que se criou,
sufoca a ousadia de arriscar ,
não achando lugar no corpo em que Deus lhe encarnou ,
sem a satisfação de ir e vir,
guiando o corpo a margem de ter um colapso de verdades e mentiras,
se chocando perante ao filme da vida ,
registrado na suma fria,
da língua ferina e contraditória,
da mente pervesiva e premeditada,
neste jogo de conhecer quem é o Bom, o Ótimo ,
mas desse jeito o segredo se flagra no olhar inescrupuloso,
da doçura, que o sorriso ressalta os olhos com um ar completamente impregnado de injúrias,
mas, no ser, existe paz, e o importante é gostar de ser e estar deciso.
Poesia de: *.::Genival Junior®
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Quinta-feira, Agosto 12, 2004
O grito silência a alma
Protestando a perfeição
Do dito cujo Amor
Qual liberta o homem
E trancafia o coração
Perfeita dose de protesto
Ao viver a natureza
Da duvida e a dor da imparcialidade
Qual não encontra o equilibrio da balança
Entre se entregar e se aprisionar
Na masmorra da liberdade
Simbolizada pelas asas do vento
Envolta de uma ilusão
Criando um paradigma de conturbação
No ato desenfrado e frenetico
Que é Amar sem liberdade
E sem coragem.
Poesia de: *.::Genival Junior®
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Terça-feira, Agosto 10, 2004
O teu momento Efémero
Num toque de mágica
Será transformado numa linda semente
A brotar, à pureza
Da alegria, e o encanto da Felicidade
Fazendo crescer
As folhas da segurança
A propiciar momentos de sombra
Servindo de descanço
Nos dias atribulados
E ao fim de germinar Tuas Pétalas
Adimiro teu formato Vistoso e Doce
Como o amanhecer
Qual sempre tatua no tempo
o ato do Amor
e na noite o tempo de ser
AMADO.
Poesia de: *.::Genival Junior®
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Quarta-feira, Agosto 04, 2004
Andar por entre nuvens coloridas
E feito menino pintar um céu azul
Para que não haja chuva
E o sol possa sempre iluminar
O caminho da felicidade
Mas ser menino perdido
Não é saber pintar o céu
Tão pouco saber onde sempre andas o sol
Pois apenas sabe-se a onde deve de estar a lua
Que mingua lagrima a lagrima
De saudade a não te enxergar
Pois tu sol que dentro da gruta estais
Não aflora tuas cores e não arrebenta teus pudores
Repletos de correntes a sufocar o brilho
Qual exaustivamente tenta transpassar a barreira
Da escuridão que encontra-se nos olhos
Do corpo e não do coração
Pois este esta aberto a novas emoções e sensações
Nunca antes sentidas por este peito frio e cálido
Que sopra a tristeza e aspira a liberdade de amar
Mas uma vez , sem medo de errar.
Poesia de: *.::Genival Junior®
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Sexta-feira, Julho 30, 2004
Separar a dor do corpo,
A Comunhão do ardor,
Laço da infelicidade,
Ressentimento do medo,
Infeliz na escolha,
Desejo de estar errado,
Engolindo a lágrima
Esperando o pranto de alívio,
Que sufoca o sorriso,
Nos trocadilhos amorosos
A traição no olhar,
Cínica como a mentira,
É a arte de desfarçar
O erro com um beijo,
No jogo de falar verdades
Camufladas na Cama,
Com planos e devaneios para o futuro,
Mas desculpas não bastam,
Pedidos não servem,
Lágrimas para comover,
E restituir a mentira
Em realidade,
E da realidade
Em partida,
E da partida
O descaso,
O fim,
Fim do vício,
Vício Cínico em acreditar,
No cíclo da Verdade.
Poesia de: *.::Genival Junior®
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Sábado, Julho 24, 2004
Quando a noite cair teus olhos iram ilumina a escuridão
Nos momentos tristes teus sorrisos confortam toda dor
E seu toque é tão acolhedor que se faz dele um berço de segurança
Segurança que vc Mulher faz com o coração do Apaixonado
Que enxergar não apenas tua beleza
E sim teu ser lindo
Como uma perola rara
Igual a uma flor
Com o brilho das estrelas
E não como o passar de um cometa
Com vc Mulher que me perderia no mar de tuas emoções
Navegaria no Leito do teu Amor
Perderia-me no labirinto dos teus Lábios
Iria me afogar no Mel dos teus desejos
Para quem sabe escrever na lapide da vida
E não nas areias do destino.
Poesia de: *.::Genival Junior®
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Quinta-feira, Julho 22, 2004
A fraqueza se fez presente no acaso
Revelando o Medo da Perda
Com a Frieza peranta a Mentira
Fazendo desta ilusão uma Dor
Em Um, Em Dois, Em Vários Corações
Um por saber que mentiu cinicamente
O Dois por saber e aceitar a mentira de forma Tirana
Os Vários Corações, nem sabe da existência da Mentira
Na Boca, Na Mente e No Coração
Agarrada ao Corpo e Presa a Alma
Não percebendo mas a validade da Verdade
Nos olhos dos Mentirosos
E nos Corações dos Verdadeiros
Que se desvencilia com a Mentira
E chora com medo da Verdade
Que é cair no Esquecimento, no Frio e no Ermo
Sabendo que o único sentimento a esquentar
É o prazer de cinco minutos
De Degradação, Decadência e Destruição
No ato Futuro e
Não no ato presente
Que é rabiscado por lápis
E apagado pela mentira que se faz Borracha
Dando-lhe a oportunidade de
Reescrever numa folha virgem a Verdade com CANETA.
Poesia de: *.::Genival Junior®
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Sexta-feira, Julho 16, 2004
Voar nos sonhos da liberdade
Para sentir o gosto Amargo
Do pesadelo
Voar para se perde
E quem sabe se achar
Ou talvez encontrar a beleza
Que não é feia
Ao se embrenhar nas noites
Esquecidas
Nas curvas e retas da vida
Ate encontra o fim
Que se faz inicio
No momento da dor
No instante da raiva
No tempo da espera
Que é poder voar sem MEDO
De se encontrar perdido
Como o cometa sem destino.
Poesia de: *.::Genival Junior®
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Terça-feira, Julho 13, 2004
Vulto nos meus sonhos
Que lubrivicam meus olhos
Em meio a este pesadelo
Tranças de cores retumbantes
Que seia em teu colo
A minha dor
Dor de ter o coração rasgado
Pelos murmúrios calsticante
Sem nada reclamar
Vendo adormecer o tempo
O sonho estático
Inerti ao tedio
Aprisionando a janela do tempo
Que de forma simpática
Sorrir com ar de ADEUS
Louco nesta continua
Ambição de não ser
Tolo ao AMAR
Mas do que adianta
Ser amante sem expressã a Tolice
Nos olhos cegos
Que tanto Brilha a felicidade
Em AMAR sem o silêncio
Da alma amarga
E do corpo esfalecido
Pelas inumeras vezes que foste
Chorar profundo e
Gritar num instante mudo
Repleto de delirios
Pedido clemência
Nas noites frias
Para poder voar outra VEZ.
Poesia de: *.::Genival Junior®
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